O não-humano, o natural, o que não passa de um objeto, enfim, tudo aquilo que esteve por séculos posto à parte como não mais que uma paisagem de fundo para a aventura humana eppur si muove. Encontrar maneiras animistas de pensar é mais do que uma condição para a coexistência quando o clima está mudando tanto que só se podem prever imprevisíveis; é uma condição para que a agência de um outro imprevisto, possa interpelar e interromper, e não apenas aniquilar. Este livro pretende começar a seguir o rastro desses anciões ciborgues – e traçar um caminho da animação como exclusividade humana em direção a uma política que não seja o patrimônio de bípedes implumes. Não se trata nem de regresso ao ancião e nem de progresso ao ciborgue, mas de uma outra bricolagem da história da relação entre o humano e o que virou natureza na teologia política vigente. Os animismos futuros são uma plataforma de combate, motivada pela deserção da fidelidade ao humano a qualquer preço e pela ânsia de coexistir sem apartheids naturais.
Cartas ao Morcego
R$40.00A pandemia do coronavírus se mostrou como uma consequência das formas com que a humanidade lida com a natureza. Tal constatação, porém, não nos levou a uma mudança de atitude e mais, criou um impasse, onde alguns humanos urgem por mudanças, enquanto outros colocam suas fichas na tecnologia e em mais do mesmo.
Nesta sequência de cartas a um morcego, visto por muitos como a espécie culpada pela pandemia, as relações da humanidade com os seres com que compartilha o planeta são debatidas e problematizadas.
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